
Sozinho, percorro a estrada que era minha e que te dei
Um dia, por medo, fui andando a pouco e pouco e me afastei
Do porto de abrigo do abraço que me davas e o calor
um abraço, sentido, que parava o mundo e me sarava a dor
Da vida
e de tudo
mas agora vou tombando para o fundo
do poço, vazio, da ausencia desse abraço que era o teu
e triste, caminho
tambem meu sorriso sem o teu morreu
e no escuro eu me afundo
ecoando num gemido profundo
já que a acorda, a que sempre
me agarrei para vencer a corrente
da tristeza, da loucura
que me habita e só contigo está segura
já não pende, não há nada
levaste-a contigo junto com a estrada
estou sem rumo,cansado
eu vivo no presente do passado
equilibras,
o meu eu
que criaste e que sem ti morreu
